Conteúdo informativo e educacional, sem recomendação de investimento. Investir envolve risco, inclusive de perda do dinheiro aplicado, e rentabilidade passada não garante resultado futuro.
Os termos mais usados no mundo dos investimentos são poucos: Selic, CDI, CDB, liquidez, rentabilidade, dividendos, diversificação, inflação e perfil de investidor cobrem a maior parte do que aparece em uma conversa com o banco ou em uma tela de corretora. Saber o que cada um quer dizer é o primeiro passo para não assinar nada no escuro.
Este glossário explica cada termo em linguagem simples, agrupado por assunto. Não indica ativo nem produto, só o vocabulário. Guarde a página e volte nela sempre que uma sigla travar a leitura.
Quais são os termos de juros e inflação?
São os indicadores que movem o rendimento de boa parte das aplicações e que aparecem em notícias econômicas.
- Selic: a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Ela serve de referência para outras taxas e para o rendimento de várias aplicações.
- CDI: taxa que os bancos usam em empréstimos entre si, que anda muito próxima da Selic. Muitos produtos de renda fixa dizem render "100% do CDI" ou outro percentual dele.
- Inflação: o aumento geral dos preços ao longo do tempo. Ela corrói o poder de compra do dinheiro parado.
- IPCA: o índice oficial de inflação do país, medido pelo IBGE. Aplicações "atreladas ao IPCA" somam uma taxa fixa à variação desse índice.
- Rentabilidade real: o ganho que sobra depois de descontar a inflação. Uma aplicação pode render no papel e, ainda assim, perder poder de compra.
- Juros compostos: juros que incidem sobre o valor já acrescido dos juros anteriores. É o efeito "juros sobre juros", que cresce com o tempo. Há um guia só sobre isso: juros compostos e como funcionam.
O que significam CDB, LCI, LCA e Tesouro Direto?
- CDB (Certificado de Depósito Bancário): você empresta dinheiro ao banco e recebe o valor de volta com juros no prazo combinado.
- LCI e LCA: letras de crédito ligadas ao setor imobiliário (LCI) e ao agronegócio (LCA). São emitidas por bancos e, para pessoa física, costumam ter regras tributárias próprias.
- Tesouro Direto: programa do governo federal que permite a qualquer pessoa comprar títulos públicos pela internet, como o Tesouro Selic, o prefixado e os atrelados ao IPCA.
- FGC (Fundo Garantidor de Créditos): entidade privada que protege, até um limite definido em regra, depósitos e alguns títulos de instituições financeiras associadas, caso a instituição quebre. O limite e os produtos cobertos podem mudar, então consulte o site do próprio FGC.
Todos esses são exemplos de renda fixa, grupo de aplicações com regra de remuneração conhecida na compra. Se quiser a comparação completa com a renda variável, leia renda fixa x renda variável: diferenças.
O que é liquidez, risco e prazo?
- Liquidez: a rapidez com que você transforma a aplicação em dinheiro, sem perder valor. Liquidez diária significa poder resgatar a qualquer dia útil.
- Carência: período em que o resgate não é permitido ou tem penalidade.
- Vencimento: a data em que o emissor devolve o valor aplicado, com os juros combinados.
- Risco de crédito: a chance de o emissor não conseguir pagar.
- Risco de mercado: a chance de o preço do ativo cair por mudanças no mercado.
- Volatilidade: o tamanho e a frequência das oscilações de preço de um ativo. Alta volatilidade significa que o preço sobe e desce bastante.
Que termos aparecem na renda variável?
- Ação: pequena parcela do capital de uma empresa. Quem a compra vira sócio, na proporção do que possui.
- Dividendos: parte do lucro que algumas empresas distribuem aos acionistas. Não há certeza de pagamento: dependem do resultado da empresa e da sua política de distribuição.
- Bolsa de valores: ambiente organizado onde ativos são negociados. No Brasil é a B3.
- FII (fundo de investimento imobiliário): fundo que reúne dinheiro de vários investidores para aplicar em imóveis ou títulos ligados a eles, e que distribui rendimentos periódicos.
- ETF: fundo negociado em bolsa que busca acompanhar um índice, como um conjunto de ações.
- Corretora: instituição que faz a ponte entre você e a bolsa, ou entre você e outros produtos financeiros.
O que é diversificação e o que é perfil de investidor?
Diversificação é espalhar o dinheiro em aplicações de natureza diferente, para que um problema isolado não comprometa tudo. É a ideia de não colocar todos os ovos na mesma cesta. Ela reduz o impacto de erros, mas não elimina o risco.
Perfil de investidor é a classificação do quanto de oscilação e de risco você aceita e do tempo que consegue esperar. Costuma ser dividido em conservador, moderado e arrojado. Instituições financeiras aplicam um questionário, chamado de análise de perfil, antes de oferecer alguns produtos.
Reserva de emergência é o dinheiro separado para imprevistos, mantido em aplicação de baixo risco e liquidez imediata. Vem antes de qualquer investimento mais arriscado.
Dica prática: ao ver uma sigla desconhecida em uma oferta, pergunte três coisas: como rende, quando posso resgatar e quem paga no final. Se a resposta não for clara, não aplique.
Termos de custo que passam despercebidos
- Taxa de administração: percentual cobrado por fundos para gerir o dinheiro, descontado do rendimento.
- Corretagem: valor cobrado por algumas corretoras para executar ordens de compra e venda. Muitas hoje não cobram, mas outras taxas e impostos podem existir.
- Imposto de renda: em renda fixa incide sobre o rendimento, geralmente em tabela regressiva pelo prazo; em renda variável, depende do tipo de operação. Confira sempre as regras atuais no site da Receita Federal.
- Come-cotas: cobrança antecipada de imposto que ocorre em alguns tipos de fundo em datas definidas.
Onde estudar os conceitos com mais calma
Um glossário ajuda, mas o assunto ganha sentido quando os termos aparecem dentro de um método. O catálogo da Ebook360 reúne materiais de terceiros que tratam do tema, e cada um deve ser lido pela própria descrição.
- Segredos dos Investimentos para Iniciantes, de WC Click, é apresentado como curso de entrada: renda fixa, renda variável, índices financeiros que aparecem nas simulações, risco e vantagem de cada aplicação, perfil de investidor e reserva de emergência.
- Investidor: Iniciante ao Milionário, de Abraão Velames, aborda tipos de investimento, análise de risco, alocação de ativos, análise técnica e fundamentalista e um bloco de psicologia do investimento. A página informa R$ 24,90.
- Fórmula dos Investimentos, de Alberto Pompeu, é um treinamento que declara recusar apostas, dicas aleatórias e promessas de retorno, com foco em método e redução de erros.
- Geradores de Riqueza, da TradeStars, centra-se nos juros compostos como mecanismo de patrimônio e inclui inteligência emocional nas decisões. O próprio produtor registra que toda estratégia envolve risco de perda e que não há garantia de resultado.
Quem ainda está no primeiro passo pode começar pelo guia como começar a investir do zero. A categoria ebooks de finanças reúne outras leituras de educação financeira. A Ebook360 é a loja; o conteúdo é dos autores e a compra é processada pela Hotmart.
Como usar este glossário na prática
- Antes de aplicar, localize na oferta o indexador (Selic, CDI, IPCA ou taxa fixa) e entenda como ele afeta o rendimento.
- Identifique a liquidez e a carência: em quanto tempo você consegue resgatar.
- Descubra quem é o emissor e se o produto tem proteção do FGC.
- Some os custos: taxas, corretagem e impostos.
- Relacione o produto ao seu objetivo e prazo, não ao que está em alta.
Perguntas frequentes
O que é Selic e por que ela importa para quem investe?
A Selic é a taxa básica de juros do Brasil, definida pelo Copom do Banco Central. Ela serve de referência para outras taxas e influencia o rendimento de várias aplicações de renda fixa.
Qual a diferença entre Selic e CDI?
A Selic é a taxa básica definida pelo Banco Central. O CDI é a taxa usada em empréstimos entre bancos e anda muito próxima da Selic. Muitos produtos de renda fixa usam o CDI como referência.
O que significa liquidez em um investimento?
Liquidez é a rapidez e a facilidade de transformar a aplicação em dinheiro sem perder valor. Liquidez diária quer dizer que você pode resgatar em qualquer dia útil.
O que são dividendos?
São parcelas do lucro que algumas empresas distribuem aos acionistas. Não há certeza de pagamento, pois dependem do resultado da empresa e da sua política de distribuição.
O que é diversificação de investimentos?
É distribuir o dinheiro em aplicações de tipos diferentes para que um problema isolado não comprometa tudo. Ela reduz o impacto de erros, mas não elimina o risco.
O que é perfil de investidor?
É a classificação do quanto de risco e oscilação você aceita e do prazo que consegue esperar, em geral conservador, moderado ou arrojado. As instituições financeiras aplicam um questionário para identificá-lo.



