Para montar uma planilha de estudos para concurso, copie o edital em uma aba, registre todo dia o tempo líquido e as questões feitas, marque a data da próxima revisão de cada assunto e anote a nota de cada simulado. Com esses quatro registros, você deixa de estudar por sensação e passa a estudar com dado.
Quem estuda sozinho costuma ter a mesma sensação: muitas horas na mesa, pouca certeza de que está rendendo. A planilha existe para responder três perguntas simples. O que eu já vi? O que eu esqueci? Em que matéria estou mais fraco?
Por que usar uma planilha em vez de só um cronograma?
O cronograma diz o que você pretende estudar. A planilha diz o que você realmente estudou e como foi. São coisas diferentes, e a distância entre elas é onde o concurseiro se perde. Se você quer organizar a distribuição semanal das matérias, o guia como montar um cronograma de estudos para concurso mostra esse lado. Aqui o foco é o registro e o acompanhamento.
Na prática, o cronograma é o plano e a planilha é o painel de controle. Um sem o outro funciona pela metade.
Quais abas a planilha deve ter?
Você não precisa de nada sofisticado. Quatro abas cobrem o essencial:
- Edital: uma linha para cada tópico do conteúdo programático, com colunas para "visto", "revisado" e "dominado".
- Diário de estudo: uma linha por sessão, com data, disciplina, assunto, tempo líquido, questões feitas e questões certas.
- Revisões: assunto, data do primeiro estudo e datas das revisões programadas.
- Simulados: data, nota geral e nota por disciplina.
Se você já tem o edital em PDF, o trabalho de montar a primeira aba leva uma ou duas horas. Faça isso uma vez só e use durante toda a preparação.
Como organizar as matérias e o edital?
Cole o conteúdo programático e quebre cada disciplina em tópicos pequenos. Tópicos grandes demais, como "Direito Constitucional", não servem para controle, porque você nunca sabe se terminou. Prefira divisões que caibam em uma ou duas sessões de estudo, como "direitos e garantias fundamentais" ou "organização dos poderes".
Ao lado de cada tópico, use um sistema de três estados:
- Não visto;
- Visto, mas ainda sem questões;
- Dominado, com bom índice de acerto nas questões.
A cada semana, olhe quantos tópicos mudaram de estado. Esse número é o seu progresso real no edital, e ele é mais honesto do que a quantidade de horas.
Como registrar o tempo e as questões?
Registre o tempo líquido, que é o tempo em que você de fato estudou. Se você sentou às 19h e levantou às 21h, mas passou meia hora no celular, o registro é de uma hora e meia. Parece detalhe, mas é isso que mostra o rendimento verdadeiro.
Junto com o tempo, anote as questões feitas e as acertadas. Com duas colunas e uma fórmula de divisão, você tem o percentual de acerto por disciplina e por assunto. Um exemplo simples: se em Português você resolveu 40 questões e acertou 28, o acerto é de 70%. Se em Informática foram 40 e 18, o acerto é de 45%, e fica claro onde a próxima semana precisa de mais atenção.
Dica: use o mesmo critério todo dia. Se hoje você contou só o tempo de questões e amanhã contar também a leitura, a comparação perde o sentido.
Como controlar as revisões sem esquecer nada?
Esquecer o conteúdo antigo é o problema mais comum de quem estuda por meses. A solução é a revisão espaçada: rever o assunto pouco depois de estudá-lo e depois em intervalos maiores. Um esquema usado com frequência é rever após um dia, uma semana e um mês, mas você pode ajustar conforme a sua realidade.
Na planilha, isso vira uma coluna com a "data da próxima revisão". Uma formatação condicional que destaca em cor as datas vencidas já resolve: abriu a planilha, viu o que está atrasado. O ebook Planilha do Aprovado: PRF e PF é um exemplo desse tipo de controle pronto, pois, segundo a página do material, ele avisa o dia e o conteúdo a revisar em cada matéria e gera o ciclo de estudos automaticamente.
Como usar os simulados na planilha?
O simulado é o termômetro. Depois de cada um, registre a nota geral e a nota por disciplina, e em seguida a lista dos assuntos em que você errou. Esses assuntos voltam para a aba de revisões com prioridade.
Observe a tendência, não o resultado isolado. Uma nota ruim em um simulado pode ser só um dia ruim. Três notas seguidas baixas na mesma matéria indicam que o método de estudo daquela disciplina precisa mudar.
| Registro | Para que serve | Quando preencher |
|---|---|---|
| Tempo líquido | Medir a constância | Todo dia |
| Questões e acertos | Achar os pontos fracos | Todo dia |
| Revisões | Evitar o esquecimento | Ao estudar um assunto novo |
| Simulados | Medir a evolução | A cada duas ou três semanas |
Vale a pena usar uma planilha pronta?
Depende do seu tempo e do seu gosto por planilhas. Montar a sua custa algumas horas e dá total liberdade. Uma planilha pronta economiza essa etapa e já traz gráficos, mas você aceita a estrutura que veio.
No catálogo, a Planilha do Aprovado é voltada a candidatos de PRF e PF, foi construída em VBA e, conforme a descrição, traz 15 gráficos de desempenho, controle de revisões e relatório do período escolhido. O preço na loja é de R$ 117,00. Para outras carreiras, a ideia de estrutura é a mesma e dá para adaptar.
Se a sua preparação é para a Polícia Federal e a PRF, existem materiais que combinam bem com a planilha, porque ela controla, mas não ensina conteúdo. O Guia Completo para a PF e PRF trabalha o conteúdo a partir da sobreposição entre as duas provas, e a página informa direito a atualizações por dois anos. Já o curso Aprovação Acelerada: PF e PRF, do Tático Concursos, é, segundo a descrição, um curso de método de estudo e não de conteúdo, voltado a quem estuda muito e quer saber se está estudando do jeito certo.
Para quem mira as carreiras de apoio da PRF, o Projeto PRF Administrativo, do Método QR, é dirigido aos cargos de agente, técnico e analista administrativo, com edital próprio. Nenhum desses materiais garante aprovação, e vale ler a página de cada um antes de comprar.
Como manter o hábito de preencher a planilha?
A planilha só funciona se for preenchida. Algumas ideias simples ajudam:
- Preencha logo ao terminar cada sessão, não no fim do dia;
- Deixe o arquivo aberto ou em um atalho na área de trabalho;
- Reserve dez minutos no domingo para olhar a semana: horas, acerto por disciplina e revisões atrasadas;
- Defina uma meta semanal pequena e realista, e ajuste quando a vida apertar.
Se você é professor e está na dúvida sobre como estruturar o estudo para a área da educação, o guia concurso de professor: como se preparar para a prova traz outra perspectiva. E para ver outros materiais de preparação, a página de ebooks para concursos reúne o que temos no catálogo.
O resumo é este: planilha boa é a que você abre todo dia. Comece simples, com quatro abas, e só acrescente recursos quando sentir falta de algum.
Perguntas frequentes
Quais colunas uma planilha de estudos para concurso precisa ter?
No mínimo: data, disciplina, assunto do edital, tempo líquido estudado, questões feitas, questões certas e data da próxima revisão. Com essas sete colunas já dá para calcular quase tudo o que importa.
Quanto tempo por dia devo registrar na planilha?
Registre o tempo líquido, ou seja, só o período em que você realmente estudou, sem celular e sem pausas. A meta diária depende da sua rotina; o importante é que seja uma meta que você consiga cumprir.
Planilha de estudos precisa ter VBA ou macros?
Não. Uma planilha simples, com fórmulas básicas, resolve. Automações ajudam a economizar tempo, mas o que faz diferença é o hábito de preencher todo dia.
Com que frequência devo fazer simulados?
Uma boa regra é simular em intervalos regulares, por exemplo a cada duas ou três semanas, e com mais frequência perto da prova. Anote a nota por disciplina para ver a evolução.
A planilha serve para qualquer concurso?
Sim, a estrutura é a mesma: o que muda é o edital que você cola na aba de conteúdo. Alguns materiais do catálogo foram feitos para PRF e PF, mas a lógica de controle se aplica a qualquer carreira.



